Pela primeira vez em 40 anos, Olodum tem batuque comandado por uma mulher

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por: Alex Torres e Jaqueline Suzarte

Para fechar a noite desta sexta-feira, 21, com chave de ouro no circuito Osmar, no Campo Grande, o som dos tambores anunciaram a chegada do bloco Olodum com sua tradicional percussão que completaram seu quadragésimo Carnaval de muito batuque na avenida.

No entanto, diferente dos demais anos de folia, um importantíssimo tabu foi quebrado. Pela primeira vez, desde o dia 25 de abril de 1979, o grupo irá desfilar sob o comando de uma mulher na orquestra de tambores. A autora do grande feito é a musicista Andreia Reis.

“Esse ano especialmente, temos o privilégio de ter uma maestrina mulher no comando, junto a outras 20 percussionistas. Tudo isso representa uma importância imensa na luta das mulheres. É uma grande honra, para mim, poder anunciar o nome de Andreia Reis nesse comando”, disse o cantor Narcizinho Santos.

Para a foliã, Márcia Ribeiro, é importante que homens e mulheres alcancem o mesmo espaço. Ela entende que existe uma necessidade urgente de mudança e isto vem sendo adquirido, aos poucos, na sociedade.

“A mulher é igualdade, assim como homem. Hoje a gente trabalha por uma coisa só, que é a nossa sobrevivência, principalmente no caso das mulheres da periferia. Antigamente, tudo era o homem, mas isso mudou e tem que continuar mudando”, garantiu.

Pensamento parecido ao de Márcia, possui o também folião Ivanildo Nóbrega. “É sinal que representa um grande avanço nos direitos das mulheres Bahia. Precisamos para com essa violência que existe contra elas”, afirmou ele.

Tradição do bloco

Questionado sobre sua paixão pelo Olodum, Ivanildo não titubeou em reafirmar a sua preferência pelo tradicional batuque do grupo baiano. “Tô curdindo demais. O melhor bloco que existe é o Olodum. Na avenida, não existe nada igual ao Olodum”, pontuou.

Por essas e outras, não haveria maneira melhor de fechar o segundo dia de Carnaval, se não fosse com o grupo. Segundo André Soares, o show do Olodum durante a folia é quase que uma ‘festa de ano novo’.

“Muito bom, muito gostoso. Olodum é especial porque é uma sexta-feira só. Hoje é praticamente um Réveillon para os apaixonados pelo grupo, tudo isso é maravilhoso. Só quem gosta para sentir a energia indescritível que isso representa”, concluiu.

 

Fonte: http://atardeverao.atarde.com.br/pela-primeira-vez-em-40-anos-olodum-tem-batuque-comandado-por-uma-mulher/

 

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